O Sol para mim representa um chamado, uma voz que atualmente poucos conseguem ouvir. O mais curioso é que qualquer pessoa, em qualquer parte do planeta pode ouvi-la, porém ignora.
A sociedade encontra-se doente. Não temos tempo para ouvir nossas crianças, nem nossos idosos, que um dia eram respeitados e reverenciados por seu conhecimento acumulado e experiência adquirida ao longo de sua caminhada nesse plano. Muito menos ouvir à nós mesmos, prática essencial para a manutenção de uma mente saudável em meio ao caos urbano e o fluxo de informação exacerbado no qual estamos inseridos.
O barulho da natureza hoje incomoda...
Uma cigarra demora um ano para liberar o seu canto divino, e muitos ignoram e/ou reclamam desse som que ecoa por quilômetros, mas esquecem que algo tão grandioso é produzido por um ser de poucos centímetros. Essas e outras manifestações não conseguem competir com telas digitais e outras “maravilhas” do mundo moderno responsáveis por guiar uma legião de zumbis que se torna massa de manobra do capital.
O Sol do Grande Leste nasce todos os dias, e nos faz lembrar, que todo dia é pra ser celebrado e vivido intensamente. O Sol nos chama para levantar da arquibancada individualista da preguiça e do comodismo, e experimentar tudo o que a vida pode oferecer. Lembrando à todos que somos atores na dança da criação e não espectadores. Dessa forma, é possível resgatar a característica primária do ser humano que é a agregação de indivíduos, visando a comunicação e partilha de idéias acerca da relação de cada um com o mundo.
Às vezes vejo o Sol como um machado capaz de um golpe certeiro no meio dos paradigmas que servem de pilares de sustentação dessa hipocrisia alimentada por muitas mentes escravas de um sistema segregador.
Por fim, esse movimento tem a missão de disseminar o amor e fazer com que pelo menos durante o breve momento das intervenções, todos se sintam de volta àquele evento mágico que ocorre todos os dias entre o sono e o despertar, no qual é possível entrar em contato com o eu verdadeiro e experimentar a plenitude longe dos véus da realidade de cada um.
Rumo ao Leste!
Namastê
Felipe
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Um comentário:
Felipão!!
Foi com a mais pura alegria que recebi a notícia de que os raios do sol tinham chegado até você! Boa pilotagem!
Quanto ao post, faça do sol o que quiser! Uma experiência, uma realidade, uma ideologia... Quem sabe uma fuga? Um achado?
Ainda não consigo articular as minhas palavras mas quando "dentro" do sol, me acho do lado de fora. Uma agulha que penetra a carne podre da rotina, das regras e do poder.
O SOL... tudo e nada,o subjetivo e o objetivo. Um espaço, uma imensidão quase infinita na lacuna deixada entre o "eu" e o "mundo".
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